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Este artigo faz parte do guia: Emagrecimento Feminino

Vitamina D: por que tantas mulheres têm deficiência e o que isso faz com o seu peso

3 de setembro de 2026 Ana Paula Fernandes
Vitamina D: por que tantas mulheres têm deficiência e o que isso faz com o seu peso — thumbnail padrão
Resposta Direta

Resumo Executivo A vitamina D é importante para ossos, músculos e funcionamento do organismo, mas sua deficiência é frequente entre mulheres. Baixos níveis podem estar associados à obesidade e às mudanças da menopausa, embora não sejam causa isolada do ganho de peso. Corrigir uma deficiência é importante para a saúde, mas sozinha não promove emagrecimento nem substitui alimentação adequada.

A deficiência de vitamina D é comum entre mulheres e pode estar relacionada a fatores como baixa exposição solar, idade, alimentação inadequada e maior quantidade de gordura corporal. Porém, é importante separar associação de causa: ter vitamina D baixa não significa que essa seja a causa do ganho de peso, e a suplementação isolada não é comprovadamente capaz de promover emagrecimento.

Resumo Executivo

A vitamina D é importante para ossos, músculos e funcionamento do organismo, mas sua deficiência é frequente entre mulheres. Baixos níveis podem estar associados à obesidade e às mudanças da menopausa, embora não sejam causa isolada do ganho de peso. Corrigir uma deficiência é importante para a saúde, mas vitamina D sozinha não promove emagrecimento nem substitui alimentação adequada.

Principais pontos

  • A deficiência de vitamina D é relativamente comum entre mulheres, inclusive no Brasil.

  • Mulheres na menopausa podem apresentar maior risco de níveis inadequados.

  • Maior quantidade de gordura corporal está associada a menores concentrações circulantes de vitamina D.

  • Vitamina D baixa não significa necessariamente que ela seja responsável pelo ganho de peso.

  • Corrigir uma deficiência é importante para a saúde óssea e muscular.

  • Suplementar vitamina D sem necessidade não é uma estratégia de emagrecimento.

  • Alimentação, atividade física, sono, massa muscular e saúde metabólica continuam sendo pilares do controle do peso.

Introdução

Se você é mulher, já passou dos 40 anos e está encontrando mais dificuldade para emagrecer, provavelmente já ouviu falar que a vitamina D pode estar envolvida nesse processo.

Talvez você tenha feito exames e encontrado a vitamina D baixa.

Ou talvez alguém tenha dito:

“Você não consegue emagrecer porque sua vitamina D está baixa.”

Mas será que é realmente assim?

A relação entre vitamina D, gordura corporal, metabolismo e menopausa é mais complexa do que parece.

A vitamina D é um nutriente essencial para diversas funções do organismo, especialmente para a saúde óssea e muscular. Entretanto, estudos também mostram uma associação frequente entre baixos níveis de vitamina D e excesso de peso.

O problema começa quando essa associação é interpretada como causa e efeito.

Neste artigo, você vai entender por que tantas mulheres apresentam vitamina D baixa, qual é a relação com o peso, o que acontece durante a menopausa e quando a suplementação realmente pode fazer sentido.

Por que a deficiência de vitamina D é tão comum entre mulheres?

Mesmo vivendo em um país com bastante exposição solar, a deficiência ou inadequação de vitamina D não é rara no Brasil.

Uma revisão sistemática e meta-análise com mulheres brasileiras em idade reprodutiva encontrou prevalência combinada de deficiência ou insuficiência de vitamina D de aproximadamente 72%. Os próprios autores destacam, entretanto, que a magnitude exata deve ser interpretada com cautela devido às limitações dos estudos incluídos.

Outro estudo brasileiro encontrou concentrações inadequadas de vitamina D em grande parte das mulheres avaliadas.

Isso ajuda a entender por que a vitamina D aparece com tanta frequência nos exames de sangue.

Mas por que isso acontece?

1. Pouca exposição solar

A principal fonte natural de vitamina D é a produção cutânea estimulada pela radiação ultravioleta B.

Só que a vida moderna mudou bastante essa relação.

Muitas mulheres:

  • trabalham em ambientes fechados;

  • passam grande parte do dia em escritórios;

  • utilizam proteção solar;

  • saem de casa cedo e retornam no fim do dia;

  • têm pouca exposição solar direta.

Portanto, morar em um país ensolarado não significa necessariamente ter vitamina D adequada.

2. Alimentação com poucas fontes de vitamina D

Poucos alimentos apresentam naturalmente grandes quantidades de vitamina D.

Entre as principais fontes estão:

  • peixes gordurosos, como salmão e sardinha;

  • gema de ovo;

  • alguns alimentos fortificados;

  • determinados tipos de cogumelos expostos à radiação UV.

Por isso, dependendo da alimentação e da exposição solar, a ingestão pode não ser suficiente para manter níveis adequados.

3. Envelhecimento

Com o avanço da idade, a capacidade da pele de produzir vitamina D pode diminuir.

Esse aspecto ganha importância justamente no período em que muitas mulheres também começam a apresentar mudanças hormonais, redução da massa muscular e alterações na composição corporal.

4. Maior quantidade de gordura corporal

Existe uma relação bastante interessante entre vitamina D e tecido adiposo.

Pessoas com sobrepeso ou obesidade frequentemente apresentam menores concentrações circulantes de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D].

Uma das explicações propostas é que a vitamina D, por ser lipossolúvel, pode ficar mais distribuída ou sequestrada no tecido adiposo.

Isso significa que quanto maior a quantidade de gordura corporal, maior pode ser a probabilidade de encontrar níveis baixos de vitamina D.

Mas atenção:

isso não significa que a vitamina D baixa seja a causa da obesidade.

A relação pode funcionar nos dois sentidos e também sofrer influência de outros fatores.

Vitamina D baixa engorda?

Essa é provavelmente uma das perguntas mais importantes deste artigo.

A resposta é:

não podemos afirmar que a deficiência de vitamina D, isoladamente, cause ganho de peso.

Existe uma associação consistente entre obesidade e menores níveis de vitamina D, mas os estudos de intervenção não demonstram que simplesmente aumentar a vitamina D faça uma pessoa perder gordura.

O National Institutes of Health destaca que as evidências disponíveis não sustentam o uso de suplementos de vitamina D como estratégia para promover perda de peso.

Isso é muito importante porque existe uma diferença entre:

“pessoas com obesidade frequentemente têm vitamina D baixa”

e

“vitamina D baixa causa obesidade”.

São afirmações completamente diferentes.

Então qual é a relação entre vitamina D e peso?

A relação parece ser principalmente metabólica e bidirecional.

Quando existe maior quantidade de tecido adiposo, os níveis circulantes de vitamina D podem ser menores.

Ao mesmo tempo, mulheres com obesidade frequentemente apresentam outros fatores metabólicos associados, como:

  • resistência à insulina;

  • inflamação crônica de baixo grau;

  • menor atividade física;

  • alimentação de pior qualidade;

  • menor exposição solar.

Todos esses fatores podem coexistir.

Uma meta-análise publicada em 2024 avaliando ensaios clínicos em pessoas com obesidade ou diabetes também não encontrou efeito consistente da suplementação de vitamina D sobre peso, circunferência da cintura ou diversos parâmetros metabólicos. A qualidade das evidências variou entre moderada e muito baixa em diferentes desfechos.

Portanto, não é correto transformar a vitamina D em um “suplemento para emagrecer”.

E durante a menopausa?

Aqui a conversa fica ainda mais interessante.

A menopausa não causa automaticamente deficiência de vitamina D, mas reúne diversos fatores que podem aumentar a importância de avaliar esse nutriente.

Com o envelhecimento e a redução do estrogênio, a mulher passa por mudanças importantes na:

  • massa muscular;

  • massa óssea;

  • composição corporal;

  • distribuição da gordura;

  • atividade física;

  • metabolismo.

A vitamina D participa da saúde óssea e da função muscular, dois aspectos especialmente importantes durante o climatério e a pós-menopausa.

Uma revisão sistemática sobre mulheres pós-menopáusicas encontrou elevada frequência de níveis considerados inadequados quando utilizado o ponto de corte de 30 ng/mL, embora os critérios utilizados para definir inadequação variem entre estudos.

Uma posição da European Menopause and Andropause Society também destaca a importância da vitamina D para a saúde da mulher na pós-menopausa, especialmente no contexto da saúde óssea, embora ressalte que os benefícios da suplementação para desfechos não ósseos ainda precisam de melhor esclarecimento.

Vitamina D e massa muscular: uma relação que merece atenção

Quando falamos de emagrecimento feminino após os 40, não podemos olhar apenas para a balança.

Preservar massa muscular é fundamental.

A musculatura participa diretamente da capacidade funcional, força, autonomia e composição corporal.

A vitamina D está envolvida na função muscular, mas isso não significa que tomar vitamina D isoladamente fará a mulher ganhar músculos.

O raciocínio correto é:

vitamina D adequada + proteína suficiente + treinamento de força + alimentação adequada = estratégia muito mais completa.

É por isso que, na avaliação nutricional de uma mulher na menopausa, olhar apenas para o peso é insuficiente.

É necessário entender também:

  • massa muscular;

  • percentual de gordura;

  • ingestão proteica;

  • atividade física;

  • sono;

  • alimentação;

  • exames laboratoriais;

  • histórico clínico.

Leia também: Emagrecer após os 40: por que o corpo muda e o que realmente funciona].

Quais são os sintomas de vitamina D baixa?

Um dos problemas é que a deficiência de vitamina D pode não apresentar sintomas específicos.

Quando há deficiência importante, podem surgir manifestações relacionadas principalmente à saúde óssea e muscular.

Algumas pessoas podem apresentar:

  • fraqueza muscular;

  • dores musculoesqueléticas;

  • maior fragilidade óssea;

  • alterações relacionadas ao metabolismo do cálcio.

Mas sintomas como cansaço, dificuldade para emagrecer ou desânimo não devem ser automaticamente atribuídos à vitamina D.

Eles podem ter inúmeras causas.

Por isso, não é adequado olhar para um único marcador e explicar todos os sintomas da paciente por ele.

Qual exame avalia a vitamina D?

O exame utilizado para avaliar o status de vitamina D é a 25-hidroxivitamina D [25(OH)D].

É importante entender que os valores de referência e os critérios utilizados para definir deficiência ou inadequação podem variar de acordo com a população, contexto clínico e diretriz utilizada.

O NIH, por exemplo, considera concentrações abaixo de 12 ng/mL como associadas a risco de deficiência, enquanto níveis de 20 ng/mL ou mais são suficientes para a maioria das pessoas segundo os critérios apresentados pelo Food and Nutrition Board.

Isso é diferente de simplesmente afirmar que:

“todo mundo precisa ter vitamina D acima de 30, 40 ou 50 ng/mL.”

A interpretação precisa considerar o contexto clínico.

Toda mulher precisa suplementar vitamina D?

Não.

Esse é outro ponto importante.

Encontrar vitamina D baixa pode justificar uma estratégia de correção, mas a dose e a necessidade de suplementação devem ser individualizadas.

A avaliação pode considerar:

  • resultado do exame;

  • idade;

  • alimentação;

  • exposição solar;

  • composição corporal;

  • saúde óssea;

  • presença de doenças;

  • medicamentos utilizados;

  • histórico clínico;

  • risco de deficiência.

Além disso, doses muito elevadas de vitamina D não são automaticamente melhores.

O excesso também pode causar problemas.

Por isso, suplementação deve ser feita com orientação profissional e, quando necessário, acompanhamento laboratorial.

E a alimentação? Dá para melhorar a vitamina D naturalmente?

A alimentação pode contribuir, mas existem limitações porque poucas fontes alimentares são naturalmente ricas em vitamina D.

Algumas opções incluem:

Peixes

Salmão, sardinha e outros peixes gordurosos podem contribuir significativamente para a ingestão.

Ovos

A gema contém vitamina D, embora em quantidades menores que alguns peixes.

Alimentos fortificados

Dependendo do país e do produto, alguns alimentos podem ser enriquecidos com vitamina D.

Cogumelos

Alguns cogumelos expostos à radiação ultravioleta podem apresentar maior quantidade de vitamina D.

Mas uma alimentação equilibrada não deve ser planejada apenas para “subir a vitamina D”.

Ela precisa atender também às necessidades de:

  • proteínas;

  • cálcio;

  • fibras;

  • gorduras insaturadas;

  • vitaminas e minerais;

  • energia adequada.

Vitamina D ajuda a emagrecer?

Essa é a parte que merece mais cuidado.

Corrigir uma deficiência de vitamina D é importante quando ela existe. Mas isso não significa que a suplementação seja um tratamento para emagrecimento.

Ensaios clínicos e meta-análises não demonstram que a suplementação de vitamina D, sem outras estratégias, produza perda significativa de peso ou redução de gordura corporal.

Em outras palavras:

vitamina D adequada é importante para a saúde, mas não é um “atalho metabólico”.

Se uma mulher está com dificuldade para emagrecer, precisamos investigar o conjunto da situação.

O que realmente deve ser avaliado quando uma mulher não consegue emagrecer?

Em vez de procurar um único nutriente responsável pelo peso, a avaliação deve ser mais ampla.

É importante observar:

Alimentação

Quantidade, qualidade, distribuição das refeições, ingestão proteica, fibras e consumo de alimentos ultraprocessados.

Massa muscular

Mulheres após os 40 precisam de atenção especial à preservação de massa magra.

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Atividade física

Principalmente treinamento de força associado a atividade aeróbica e movimento cotidiano.

Sono

Dormir mal pode afetar fome, saciedade, disposição e comportamento alimentar.

Menopausa

Alterações hormonais podem modificar composição corporal, distribuição da gordura e sintomas que interferem na rotina.

Saúde metabólica

Glicemia, perfil lipídico, pressão arterial e outros marcadores podem ajudar a compreender o contexto.

Medicamentos

Alguns medicamentos podem interferir no peso ou no apetite.

Exames laboratoriais

Os exames devem ser solicitados e interpretados de acordo com a história clínica da paciente.

Leia também: [Como emagrecer na menopausa: o que realmente funciona?].

O erro de tentar resolver o emagrecimento com um único suplemento

Esse é um dos erros mais comuns que encontro quando falamos de emagrecimento.

A mulher descobre que está com vitamina D baixa e pensa:

“Agora descobri por que não consigo emagrecer.”

Mas talvez o problema esteja em outro lugar — ou em vários lugares ao mesmo tempo.

Pode existir:

  • baixa ingestão de proteína;

  • perda de massa muscular;

  • sedentarismo;

  • sono ruim;

  • alimentação muito restritiva;

  • excesso de calorias líquidas;

  • consumo frequente de ultraprocessados;

  • menopausa;

  • resistência à insulina;

  • estresse;

  • alterações gastrointestinais.

A vitamina D pode fazer parte dessa avaliação, mas dificilmente será a única resposta.

Como a nutrição pode ajudar?

Uma estratégia nutricional individualizada pode avaliar a alimentação como um todo.

No caso da mulher acima dos 40, especialmente durante a perimenopausa e menopausa, o objetivo não deve ser simplesmente fazer a balança baixar.

É necessário pensar em:

perder gordura preservando massa muscular.

Isso envolve:

  • ingestão adequada de proteínas;

  • alimentos ricos em nutrientes;

  • fibras;

  • fontes de cálcio;

  • fontes alimentares de vitamina D;

  • gorduras de boa qualidade;

  • carboidratos adequados à rotina;

  • hidratação;

  • treinamento de força;

  • sono e recuperação.

A vitamina D entra nesse contexto como parte da saúde da mulher, e não como uma solução isolada para o peso.

Leia também: [Menopausa e Nutrição: estratégias baseadas em ciência para viver essa fase com mais energia e saúde].

Vitamina D, cálcio e saúde óssea: uma combinação importante

Existe outro motivo pelo qual a vitamina D merece atenção durante a menopausa.

A saúde óssea passa a ser uma preocupação ainda maior com o avanço da idade e a redução dos níveis de estrogênio.

A vitamina D participa da regulação do metabolismo do cálcio e é importante para a saúde óssea.

Por isso, a estratégia não deve olhar para vitamina D de forma isolada.

É necessário considerar também:

  • ingestão adequada de cálcio;

  • proteína;

  • treinamento de força;

  • atividade física;

  • vitamina D;

  • exposição solar adequada quando apropriada;

  • avaliação médica quando houver fatores de risco para osteopenia ou osteoporose.

Afinal, vitamina D baixa pode estar atrapalhando seu emagrecimento?

Pode existir uma associação entre baixos níveis de vitamina D e excesso de peso, mas dizer que a deficiência de vitamina D é a responsável pela dificuldade para emagrecer seria uma simplificação.

O que sabemos hoje é que:

mulheres com maior quantidade de gordura corporal apresentam maior probabilidade de ter vitamina D baixa, mas corrigir a vitamina D, sozinha, não significa que haverá perda de peso.

Por isso, se você está tentando emagrecer e descobriu vitamina D baixa, não ignore o resultado — mas também não coloque toda a responsabilidade nele.

O mais importante é entender o seu contexto metabólico completo.

Perguntas frequentes

Vitamina D baixa faz engordar?

Não podemos afirmar que a vitamina D baixa, isoladamente, cause ganho de peso. Existe uma associação entre obesidade e menores níveis de vitamina D, mas a relação não significa necessariamente causalidade.

Tomar vitamina D ajuda a emagrecer?

Não há evidência suficiente para recomendar vitamina D como suplemento para perda de peso. Ensaios clínicos não demonstram benefício consistente sobre peso ou gordura corporal.

Mulheres na menopausa precisam tomar vitamina D?

Nem todas. A necessidade de suplementação depende do contexto individual, exames, alimentação, exposição solar, saúde óssea e outros fatores clínicos.

Qual exame mostra se a vitamina D está baixa?

O exame mais utilizado é a 25-hidroxivitamina D, também chamada 25(OH)D.

Vitamina D baixa causa cansaço?

A deficiência pode estar associada a manifestações musculoesqueléticas, especialmente quando é importante, mas cansaço é um sintoma inespecífico e pode ter diversas causas.

Quem está acima do peso precisa tomar mais vitamina D?

Pessoas com maior quantidade de gordura corporal podem apresentar menores concentrações circulantes de vitamina D, mas a dose de suplementação deve ser individualizada. Não é correto simplesmente aumentar a dose com base no peso sem avaliação adequada.

Quais alimentos têm vitamina D?

Peixes gordurosos, gema de ovo e alguns alimentos fortificados estão entre as principais fontes alimentares. Alguns cogumelos tratados com radiação UV também podem fornecer vitamina D.

Posso tomar vitamina D por conta própria?

Não é recomendado utilizar doses elevadas sem orientação. A suplementação deve considerar o contexto individual e, quando indicada, ser acompanhada adequadamente.

Conclusão

A vitamina D é importante para a saúde da mulher, especialmente quando pensamos em saúde óssea e função muscular.

Sua deficiência é relativamente frequente e pode aparecer em diferentes fases da vida, inclusive entre mulheres brasileiras.

Mas existe uma diferença importante entre ter vitamina D baixa e ter dificuldade para emagrecer por causa da vitamina D baixa.

A ciência atual não sustenta a ideia de que a suplementação de vitamina D, isoladamente, seja uma estratégia de emagrecimento.

Por isso, se o objetivo é emagrecer depois dos 40, especialmente durante a perimenopausa ou menopausa, o olhar precisa ser muito mais amplo.

Alimentação, proteína, massa muscular, exercício, sono, saúde metabólica, sintomas da menopausa e exames laboratoriais precisam fazer parte da avaliação.

Não procure um único nutriente para explicar todo o seu peso. Procure entender o seu corpo como um todo.

Quer uma estratégia nutricional personalizada?

Se você está na perimenopausa ou menopausa, tem dificuldade para emagrecer, percebeu alterações na composição corporal ou apresenta exames com alterações nutricionais, o acompanhamento individualizado pode ajudar a entender o que realmente está acontecendo.

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Sobre a autora

Ana Paula Fernandes é nutricionista, com 12 anos de experiência clínica e especializações em Nutrição, Emagrecimento, Hipertrofia e Oncologia pelo ICESP.

Atua principalmente com mulheres, incluindo estratégias nutricionais para emagrecimento, perimenopausa, menopausa, preservação de massa muscular e saúde metabólica.

Seu trabalho é baseado em uma abordagem individualizada, considerando rotina, exames, composição corporal, objetivos e preferências alimentares de cada paciente.

Referências científicas

  • National Institutes of Health – Office of Dietary Supplements. Vitamin D – Health Professional Fact Sheet.

  • Lucchetta RC et al. Deficiency and Insufficiency of Vitamin D in Women of Childbearing Age: A Systematic Review and Meta-analysis. 2022.

  • Lopes VM et al. Highly prevalence of vitamin D deficiency among Brazilian women of reproductive age. 2017.

  • Maia J et al. Prevalence of Vitamin D and Calcium Deficiency and Insufficiency in Women of Childbearing Age and Associated Risk Factors: A Systematic Review and Meta-Analysis.

  • Oussaada SM et al. The effect of active vitamin D supplementation on body weight and composition: a meta-analysis of individual participant data. Clinical Nutrition, 2024.

  • Majerowicz D et al. Effects of vitamin D supplementation on metabolic syndrome parameters in patients with obesity or diabetes. 2024.

  • EMAS. Vitamin D and menopausal health: position statement. Maturitas, 2023.

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